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Publicado: 16 fevereiro, 2007 em igreja, renascer

Julgamento de fundadores da Renascer é marcado nos EUA
Estevam e Sônia Hernandes irão a júri em 19 de março

O julgamento de Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, foi marcado pela Justiça norte-americana para o dia 19 de março, em Miami, na Flórida, segundo informações do site G1. A sessão será presidida pelo juiz Federico Moreno. Antes, em 13 de março, o casal deve passar por uma audiência preparatória para julgamento.

Os Hernandes foram presos no dia 9 de janeiro, no aeroporto de Miami, quando tentavam entrar nos EUA com US$ 56,5 mil, tendo declarado apenas US$ 10 mil. Em 5 de fevereiro, um júri popular decidiu acatar e analisar as denúncias contra os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.

O júri, composto por 25 pessoas, decidiu pelo indiciamento do casal pelas acusações de falso testemunho e contrabando de dinheiro. A decisão do júri garante que existem provas suficientes para levar adiante o processo movido pela Justiça norte-americana contra os bispos.

Atualmente, Estevam e Sônia Hernandes estão em liberdade condicional – vigiada – em Boca Raton. Eles não podem sair da região sul do estado da Flórida e tiveram os passaportes retidos pelo governo. Ambos também estão sendo monitorados por chips nos tornozelos.

Caso sejam condenados nos EUA, Sonia e Estevam terão de cumprir a pena de prisão lá antes de serem extraditados para o Brasil. No dia 22 de janeiro, o governo brasileiro entregou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos o pedido de prisão, para fins de extradição.

A pena prevista é de até cinco anos, mas, na prática, os dois podem ficar presos por no máximo 21 meses. Caso consigam comprovar que os US$ 56.467 que trouxeram para os EUA têm origem lícita, o casal pode se livrar da prisão.

Mesmo neste caso, no entanto, seriam extraditados para o Brasil e perderiam seus green cards (documento de residência permanente para estrangeiros nos EUA). Eles também correm o risco de não poderem mais entrar nos EUA nem como turistas, caso sejam julgados culpados.