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Registou-se esta semana o primeiro caso de violência doméstica entre
um casal homossexual, tendo resultado na morte violenta de um dos
homens e no suicídio do outro, em Adra, no sul de Andaluzia, segundo
informação do site Univision.
 
Fontes locais disseram, esta quarta-feira, que a vítima, um espanhol
de 34 anos, foi apunhalado no pescoço pelo seu marido, de origem
marroquina, do qual se encontrava separado há dois meses.
 
O alegado assassino acabou por se suicidar. Trata-se do primeiro caso
revelado oficialmente em Espanha, de violência doméstica entre um
casal homossexual, após a entrada em vigor da lei que autoriza o
casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2005. A violência
«infelizmente é o pão-nosso de cada dia em muitos casais de gays e
lésbicas», lamenta a associação de defesa dos direitos dos
homossexuais «Colegas».
 
Numa tentativa de reduzir o número de mortes, resultantes de casos de
violência doméstica, o governo socialista espanhol tomou algumas
medidas, mas sem sucesso nos resultados. Em 2004 o executivo espanhol
adoptou uma lei, pioneira na Europa, contra a violência doméstica,
para protecção das mulheres, vítimas destes casos.
 
A associação «Colegas» lamenta que os casais homossexuais não estejam
igualmente protegidos por esta lei, exigindo que as vítimas
homossexuais sejam tratadas da mesma maneira.
Fonte:http://diario.iol.pt/internacional/casal-morte-violencia-gay-espanha-tvi24/1057043-4073.html

Posted via email from Roberto Warken,♂♂

As Olimpíadas acontecerão em Beijin = Pequim, na China, uma país tido como corrupto, preconceituoso, homofóbico ao extremo e que está descobrindo as maravilhas da vida capitalista, que aliena tanto quanto o seu tipo de política interna.

Por incrível que pareça, dizem que as olimpíadas nada tem a ver com aquele país, no que eu discordo pois, os esportes são atividades humanas onde mais homofobias, bullying, assédio moral e sexual existem.

Até aí China e Olimpiadas se merecem.

No que elas destoam é apenas no caráter democrático para Inglês ver. Pelo menos nos esportes podemos recorrer a Justiça e reclamar nossos direitos.

Publicado: 5 janeiro, 2007 em adoção, Brasil, casais, gays

Adoção por casais homossexuais é realidade no Brasil

Os homossexuais vêm conquistando aos poucos mais espaço na sociedade, e a questão da adoção de crianças por casais gays está na ordem do dia. Nesta semana, a Comissão Especial da Lei de Adoção, da Câmara dos Deputados, aprovou o relatório da deputada Teté Bezerra (PMDB-MT) que permite a adoção por casais homossexuais e vai, agora, ser votado no plenário.

Também no Brasil, uma menina adotada por um casal de homens em Catanduva, interior de São Paulo, tem os nomes dos dois pais na certidão de nascimento, em decisão judicial inédita no País.

Outros dois casais de mulheres, um de Bagé (RS) e um do Rio de Janeiro, também adotaram uma criança.

No mês passado, Mary Cheney, 37 anos, filha do vice-presidente norte-americano Dick Cheney e que vive com a companheira Heather Poe, 45, há 15 anos, anunciou estar grávida.
E na novela da TV Globo Páginas da Vida, um casal de homens vai tentar adotar uma criança.

Reprodução de http://mulher.terra.com.br/maesefilhos/interna/0,,OI1330830-EI4108,00.html

Publicado: 2 janeiro, 2007 em adoção, gays

Adoções por Gays

A Comissão Especial da Lei de Adoções da Câmara aprovou nesta terça-feira (02/01) um relatório que prevê alterações na legislação nacional sobre adoção. Dentre as modificações está a possibilidade de adoção por casais homossexuais. O relatório será enviado agora ao Plenário para votação.

Segundo a assessoria da Câmara, a comissão, criada em abril especialmente para analisar os projetos de lei que propõe alteração na lei de adoção, prevê também a criação listas nacionais de adoção de crianças e adolescentes disponíveis para adoção e de pessoas interessadas em adotar. Atualmente os cadastros são feitos por comarcas. O texto também prevê a garantia de licença de 15 dias para adotantes.

A autora do projeto é a deputada Teté Bezerra (PMDB-MT). Para ela, as modificações propostas vão tornar mais transparentes os procedimentos de adoção e evitar problemas que hoje afligem as famílias interessadas.

O relatório institui ainda regras para o abrigamento de menores, adoção internacional e sobre o arrependimento dos pais biológicos em dar os filhos à adoção. O documento também institui regras para simplificar o procedimento de adoção, considerado burocrático e lento por especialistas.

Terça-feira, 2 de janeiro de 2007 Texto enviado a Lista Gaylawyers por Irina Bacci

Elas estão acima do preconceito

Quatro meninas que namoram meninas abrem o jogo e revelam como encarar a sociedade ao assumir sua sexualidade de cabeça erguida, sem perder a feminilidade

Eduardo Diórioeduardo.diorio@grupoestado.com.br

SÃO PAULO – Quando criança, a gestora de negócios Nina Lopes, hoje com 34 anos, se sentia um ´feijãozinho perdido´ entre os seus colegas de classe. Enquanto as meninas paqueravam os garotos e fantasiavam o primeiro beijo, Nina estava completamente apaixonada pela professora de educação física. Anos depois, lá pelos seus 14 anos, percebeu que os rapazes não a completavam afetivamente e o que queria mesmo era namorar uma garota.

A história da publicitária Mariana Guimarães, de 22 anos, é parecida com o caminho que Nina percorreu: quando pequena, a confusão de sentimentos a assustava, mas nada como uma boa festa entre amigos para espantar os seus bloqueios e deixar fluir a sua verdadeira sexualidade.

Encontros pelo caminho da vida fazem parte do destino da empresária Graziela de Campos, de 39 anos, e da bartender e professora primária Roseli de Almeida, de 40 anos. Ambas começaram a trabalhar como vendedoras, mas não se conheciam. A descoberta de que eram meninas que sentiam atração por meninas aconteceu na mesma época, porém, em lojas e shoppings distintos. Depois de um tempo, as garotas se conheceram, namoraram por mais de sete anos e, hoje, moram juntas.

“O namoro não vingou, mas a amizade, sim. Gosto de cuidar das suas coisas e, se percebo que alguma menina está se aproximando dela por interesse, bato o pé e dou a minha opinião”, revela Roseli.

Na maioria dos casos, a descoberta da orientação sexual acontece na adolescência. No entanto, algumas garotas – por insegurança ou pressão da família – engatam namoros com rapazes a fim de sanar qualquer tipo de questionamento da sociedade. “A maturidade sexual é atingida na puberdade, quando ocorre a maior modificação do papel sexual. O desenvolvimento da parte psicológica está ligado à interação da pessoa com o ambiente familiar, escolar e social”, explica a psicóloga clínica Ruth Ascencio.

A homossexualidade vem sendo estudada há anos e, até hoje, a única certeza entre médicos e psicólogos é que esse assunto não deve ser tratado como doença. Já que não é uma enfermidade, os homossexuais questionam: por que os cientistas não estudam a razão de uma pessoa ser heterossexual?

De acordo com Shirley Souza, autora do livro Amor entre meninas, a resposta é simples: ao longo da história, o ser humano aprendeu a achar normal a relação heterossexual e a considerar a homossexualidade algo fora dos padrões.

Na mira da sociedade

Donas do próprio nariz, Nina, Mariana, Graziela e Roseli não têm medo de assumir que gostam de namorar meninas, pois acreditam piamente neste desejo. Mesmo assim, já passaram por situações nada amigáveis.

“Minha prima ligou para o meu pai e pediu para eu não aparecer mais na casa dela. Meu pai disse que não tinha vergonha de mim e, se alguém devia ficar constrangido, era o pai dela, por deixá-la falar esse absurdo”, lembra Nina.

Decidida, Mariana acredita que as pessoas não conseguem enxergar a diversidade de situações que o mundo oferece. “As pessoas acham que todo mundo tem de ser como elas. Sinto que não querem conhecer o próximo.” Já para Tania Navarro-Swain, historiadora e autora do livro O que é lesbianismo?, a sexualidade é uma multiplicidade de práticas e a heterossexualidade criou uma norma histórica. “É uma instituição política que define limites. O que me interessa é ver a sexualidade como uma das práticas do humano e não centralizá-la. Ela é uma função como outra qualquer”, afirma Tania.

Durante o bate papo com as entrevistadas, Thammy, de 23 anos, filha da cantora Gretchen, virou assunto. Recentemente, a garota posou nua com a namorada para uma revista depois de mudar completamente de visual – adotou cabelo curto e trajes masculinos. A ousadia não fez sucesso entre as garotas. Ao contrário de Thammy, é fácil notar a feminilidade das quatro mulheres. Para elas, não é preciso ter trejeitos masculinos para impor respeito. Aliás, quando querem se relacionar, procuram meninas femininas.

Chiques, descoladas e vaidosas, elas raramente descem do salto alto. “Dia desses, fui numa balada heterossexual e fui cantada por vários homens. Achei divertido”, conta Nina. Essa feminilidade provoca os homens e extermina o estereótipo que algumas pessoas têm das lésbicas – de que todas se comportam como homens. “Adoro usar maquiagem e vestir peças curtíssimas. Meus amigos acham que sou perua”, brinca Mariana.

“Todo mundo fala que eu não tenho jeito de gay. Sou mulher e gosto de me vestir como mulher. Não vejo necessidade de me arrumar como homem para garantir o meu espaço”, reforça Roseli. Da mesma forma que na sociedade heterossexual, na qual existem as patricinhas, as modernas e as esportivas, Nina justifica as diferenças entre os gays. “Antigamente, as assumidas eram as mais masculinizadas. Hoje em dia, as mulheres femininas estão se assumindo e isso surpreende todo mundo, principalmente os homens.”

Cada um na sua

Assumir para si mesmo, de acordo com Nina, é a lição número um para se viver bem. Independentemente do que os pais, os amigos ou os colegas de trabalho vão achar, é importante se aceitar e não se marginalizar quanto à orientação. “Nunca vou dizer que todos os gays devem se assumir publicamente, pois cada um sabe da sua história e o que isso vai gerar”, diz Nina.

“Tenho vários amigos heterossexuais que não me olham e me julgam por ser lésbica. Acredito que tem a ver com a forma com que me coloco para a sociedade”, revela Graziela.

Os amigos heterossexuais das quatro mulheres parecem não se importar quanto à orientação sexual delas. Para eles, o que realmente interessa é a companhia. “Eles costumam se trocar na minha frente e não têm vergonha de eu ser gay”, conta Roseli. Segundo Mariana, no começo, os amigos “achavam divertido ter uma menina gay na turma”, depois, nem se importavam se ela se relacionava com homens ou mulheres. Mesmo assim, até hoje, surgem comentários equivocados – e a publicitária não perde a chance de consertá-los.

“As pessoas confundem orientação com opção. Elas imaginam que eu optei por ser gay. Eu nasci gay”, defende Mariana.

Essa é uma batalha que os homossexuais lutam para vencer. A explicação é simples: quando alguém diz que ser homossexual é uma opção, dá margem para dizer que, a qualquer momento, pode-se optar por não ser mais gay. “A pessoa pode nunca assumir a sua sexualidade e manter a fachada de heterossexual para o resto da vida, mas não significa que ela optou por isso”, justifica Nina. No entanto, a historiadora Tania não está interessada nesses meandros de tipologias e acredita que, quando alguém fala em orientação, “a pessoa caminha com a opção de desvio”.
Mesmo precisando de pequenos ajustes, como o citado por Mariana, o relacionamento entre as garotas lésbicas e seus amigos heterossexuais é extremamente saudável. Na maioria dos casos, as garotas levam seus colegas em danceterias GLS (espaços para gays, lésbicas e simpatizantes) e em eventos que apóiam a bandeira do arco-íris (símbolo gay). A Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT) é um bom exemplo que revela a quantidade de pessoas que simpatizam com a causa.
“Acho a festa da Parada maravilhosa, mas não gosto dos exageros. Mesmo assim, adoro me divertir com os amigos”, avisa Roseli. Mesmo reunindo mais de 2 milhões de participantes, sendo considerado um dois maiores eventos do gênero de todo o planeta, algumas pessoas não concordam com a proposta. “Não entendo o motivo de existir um dia gay. E o dia do heterossexual, qual é? Sou gay todos os dias”, afirma Graziela.
Regina Facchini, militante, antropóloga e vice-presidente da Associação da Parada GLBT, resolveu abraçar a causa depois de perceber que não podia ficar de braços cruzados e deixar as pessoas serem discriminadas gratuitamente. Trabalhando para os homossexuais há 11 anos, já ajudou a organizar seis Paradas e discorda quando as pessoas consideram o evento uma verdadeira festa. “Não acho que seja uma festa, não sou organizadora de festas. Me considero uma ativista, que organiza uma manifestação pública. Festa as pessoas pagam e vão para uma boate”, justifica.

Segundo a antropóloga, o evento tem uma forte função social. “Em 2006, foram mais de 100 Paradas espalhadas pelo Brasil. Com isso, conseguimos fazer pressão e um projeto contra a homofobia foi aprovado”, finaliza Regina. No ano que vem, o evento já tem data para ser realizado. Com o mote ‘Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia!’, o encontro será realizado no dia 10 de junho. O local ainda não está definido, mas, provavelmente, será na Avenida Paulista.

Os números não mentem

Recentemente, o Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual (GAI), do Rio de Janeiro, divulgou dados da pesquisa de Cidadania e Sexualidade, encomendada ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), em que foram ouvidos mais de 2.000 entrevistados, em 26 Estados brasileiros, que revela dados sobre o comportamento do brasileiro em relação aos direitos homossexuais.

Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados declararam que os gays são muito discriminados e, por mais que pareça paradoxal, 63% alegaram jamais ter presenciado algum tipo de discriminação contra um gay.

Fonte: http://www.estadao.com.br/revistafeminina/noticias/2006/dez/04/195.htm

Publicado: 9 novembro, 2006 em gays, lésbicas, poder, Transexuais, visibilidade

Lista revela os 10 gays mais poderosos do Brasil

A Folha de São Paulo fez uma extensa matéria sobre os 10 gays mais poderosos do Brasil, na edição do dia 8 de novembro.
Destacou o poder de influência de algumas pessoas muito conhecidas pela mídia de determinados circuitos brasileiros mais badalados. São homens formadores de opinião, sem sombra de dúvida.

O jornal não revela como fez a pesquisa até chegar nos nomes: alguns, desconhecidos em várias partes do país, outros que parecem estar em todos os cantos. Fantástico.

A reportagem relacionou o sucesso de cada um dentro de sua área de atuação, não importando onde cada qual se encontre. Melhor que isso, a Folha o fez com brilhantismo, dignidade e respeito, não fosse por um senão: nenhuma mulher gay foi relacionada, e nem transexual.

A Folha deve entender que gay se remete a pessoas do gênero masculino, suponho. Talvez tenhamos uma edição, quem sabe, das 10 lésbicas mais poderosas e, das/dos 10 transexuais mais poderosas.

Uma questão de nomenclatura? De identidade de gênero? Não sei!

Mas, a reportagem acertou em cheio e, se fizesse uma relação com 100 nomes talvez houvesse heterogeneidade para mostrar que o Brasil tem muita gente boa que cabe numa relação deste tipo.

Ponto alto é que a visibilidade homossexual está tomando cada vez mais corpo nas páginas e monitores das mídias, mostrando que ali estão pessoas que lutam pela inclusividade social, contra a homofobia e igualdade de direitos num país em que pouco se faz respeitar sua Constituição por conta de um Código Civil ainda não contemporâneo.

Conheça a matéria da Folha Online em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65894.shtml

Publicado: 25 outubro, 2006 em gays

PARADA GAY EM JERUSALÉM ALARMA RABINO CHEFE

JERUSALÉM, 25 OUT (ANSA) – O rabino chefe sefardita, Shlomo Amar, quer impedir a realização da parada gay em Jerusalém, marcada para o dia 10 de novembro. Ele afirmou hoje à imprensa que “Jerusalém e todo o povo judeu correm um risco de castigo divino se não impedirem o evento”.

“Iniciativas semelhantes podem ser mais destrutivas para nossos locais sagrados que Nabucodonosor ou Tito”, advertiu o rabino.

Nabucodonosor destruiu o Templo de Jerusalém em 586 antes de Cristo, obrigando os judeus a se exilarem. Tito destruiu o segundo Templo de Jerusalém, no ano 76: episódio que também foi seguido pelo exílio dos judeus.

“A ostentação da homossexualidade é um pecado grave, que poderia ser castigado com a expulsão dos judeus da terra de Israel”, acrescentou o rabino.

Amar qualificou de “vergonhosa” a iniciativa e afirmou que cabe aos rabinos de Israel e do mundo todo se mobilizarem para impedir que a parada gay se realize.

Por sua vez, o jornal Maariv afirma que a polícia de Jerusalém está em alerta para o desfile homossexual, que há dois anos foi acompanhado por violências de seguidores religiosos ultra-ortodoxos.

Segundo o jornal, Jerusalém corre risco de ficar paralisada nesse dia por manifestações de religiosos e colonos de extrema direita. (ANSA).

25/10/2006

http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/mundo/20061025105934090019.html