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As Olimpíadas acontecerão em Beijin = Pequim, na China, uma país tido como corrupto, preconceituoso, homofóbico ao extremo e que está descobrindo as maravilhas da vida capitalista, que aliena tanto quanto o seu tipo de política interna.

Por incrível que pareça, dizem que as olimpíadas nada tem a ver com aquele país, no que eu discordo pois, os esportes são atividades humanas onde mais homofobias, bullying, assédio moral e sexual existem.

Até aí China e Olimpiadas se merecem.

No que elas destoam é apenas no caráter democrático para Inglês ver. Pelo menos nos esportes podemos recorrer a Justiça e reclamar nossos direitos.

Publicado: 6 dezembro, 2006 em Demissão, Discriminação, Funcionário, Preconceito, Warken

BA: Bradesco condenado por discriminar funcionário gay

Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_55508.shtml

O Bradesco terá que pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais por discriminar um funcionário homossexual. A sentença é da juíza Margareth Rodrigues Costa, da 24ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

Segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, Antônio Ferreira dos Santos, ex-gerente geral da agência Itaigara, em Salvador, foi vítima de assédio moral durante os anos em que trabalhou na empresa, pelo fato de ser homossexual, sendo demitido sem justificativa.

Ainda segundo o sindicato, o ex-gerente começou a sofrer assédio moral, principalmente do então superintendente Fernando Tenório, atualmente diretor regional, que o ofendia publicamente, criticando a sua orientação sexual, com expressões chulas, na frente de empregados e clientes.

Depois de anos sofrendo discriminação no ambiente de trabalho, foi demitido por justa causa em fevereiro de 2004. Na comunicação emitida pelo banco não há qualquer explicação para a demissão do funcionário.

Elas estão acima do preconceito

Quatro meninas que namoram meninas abrem o jogo e revelam como encarar a sociedade ao assumir sua sexualidade de cabeça erguida, sem perder a feminilidade

Eduardo Diórioeduardo.diorio@grupoestado.com.br

SÃO PAULO – Quando criança, a gestora de negócios Nina Lopes, hoje com 34 anos, se sentia um ´feijãozinho perdido´ entre os seus colegas de classe. Enquanto as meninas paqueravam os garotos e fantasiavam o primeiro beijo, Nina estava completamente apaixonada pela professora de educação física. Anos depois, lá pelos seus 14 anos, percebeu que os rapazes não a completavam afetivamente e o que queria mesmo era namorar uma garota.

A história da publicitária Mariana Guimarães, de 22 anos, é parecida com o caminho que Nina percorreu: quando pequena, a confusão de sentimentos a assustava, mas nada como uma boa festa entre amigos para espantar os seus bloqueios e deixar fluir a sua verdadeira sexualidade.

Encontros pelo caminho da vida fazem parte do destino da empresária Graziela de Campos, de 39 anos, e da bartender e professora primária Roseli de Almeida, de 40 anos. Ambas começaram a trabalhar como vendedoras, mas não se conheciam. A descoberta de que eram meninas que sentiam atração por meninas aconteceu na mesma época, porém, em lojas e shoppings distintos. Depois de um tempo, as garotas se conheceram, namoraram por mais de sete anos e, hoje, moram juntas.

“O namoro não vingou, mas a amizade, sim. Gosto de cuidar das suas coisas e, se percebo que alguma menina está se aproximando dela por interesse, bato o pé e dou a minha opinião”, revela Roseli.

Na maioria dos casos, a descoberta da orientação sexual acontece na adolescência. No entanto, algumas garotas – por insegurança ou pressão da família – engatam namoros com rapazes a fim de sanar qualquer tipo de questionamento da sociedade. “A maturidade sexual é atingida na puberdade, quando ocorre a maior modificação do papel sexual. O desenvolvimento da parte psicológica está ligado à interação da pessoa com o ambiente familiar, escolar e social”, explica a psicóloga clínica Ruth Ascencio.

A homossexualidade vem sendo estudada há anos e, até hoje, a única certeza entre médicos e psicólogos é que esse assunto não deve ser tratado como doença. Já que não é uma enfermidade, os homossexuais questionam: por que os cientistas não estudam a razão de uma pessoa ser heterossexual?

De acordo com Shirley Souza, autora do livro Amor entre meninas, a resposta é simples: ao longo da história, o ser humano aprendeu a achar normal a relação heterossexual e a considerar a homossexualidade algo fora dos padrões.

Na mira da sociedade

Donas do próprio nariz, Nina, Mariana, Graziela e Roseli não têm medo de assumir que gostam de namorar meninas, pois acreditam piamente neste desejo. Mesmo assim, já passaram por situações nada amigáveis.

“Minha prima ligou para o meu pai e pediu para eu não aparecer mais na casa dela. Meu pai disse que não tinha vergonha de mim e, se alguém devia ficar constrangido, era o pai dela, por deixá-la falar esse absurdo”, lembra Nina.

Decidida, Mariana acredita que as pessoas não conseguem enxergar a diversidade de situações que o mundo oferece. “As pessoas acham que todo mundo tem de ser como elas. Sinto que não querem conhecer o próximo.” Já para Tania Navarro-Swain, historiadora e autora do livro O que é lesbianismo?, a sexualidade é uma multiplicidade de práticas e a heterossexualidade criou uma norma histórica. “É uma instituição política que define limites. O que me interessa é ver a sexualidade como uma das práticas do humano e não centralizá-la. Ela é uma função como outra qualquer”, afirma Tania.

Durante o bate papo com as entrevistadas, Thammy, de 23 anos, filha da cantora Gretchen, virou assunto. Recentemente, a garota posou nua com a namorada para uma revista depois de mudar completamente de visual – adotou cabelo curto e trajes masculinos. A ousadia não fez sucesso entre as garotas. Ao contrário de Thammy, é fácil notar a feminilidade das quatro mulheres. Para elas, não é preciso ter trejeitos masculinos para impor respeito. Aliás, quando querem se relacionar, procuram meninas femininas.

Chiques, descoladas e vaidosas, elas raramente descem do salto alto. “Dia desses, fui numa balada heterossexual e fui cantada por vários homens. Achei divertido”, conta Nina. Essa feminilidade provoca os homens e extermina o estereótipo que algumas pessoas têm das lésbicas – de que todas se comportam como homens. “Adoro usar maquiagem e vestir peças curtíssimas. Meus amigos acham que sou perua”, brinca Mariana.

“Todo mundo fala que eu não tenho jeito de gay. Sou mulher e gosto de me vestir como mulher. Não vejo necessidade de me arrumar como homem para garantir o meu espaço”, reforça Roseli. Da mesma forma que na sociedade heterossexual, na qual existem as patricinhas, as modernas e as esportivas, Nina justifica as diferenças entre os gays. “Antigamente, as assumidas eram as mais masculinizadas. Hoje em dia, as mulheres femininas estão se assumindo e isso surpreende todo mundo, principalmente os homens.”

Cada um na sua

Assumir para si mesmo, de acordo com Nina, é a lição número um para se viver bem. Independentemente do que os pais, os amigos ou os colegas de trabalho vão achar, é importante se aceitar e não se marginalizar quanto à orientação. “Nunca vou dizer que todos os gays devem se assumir publicamente, pois cada um sabe da sua história e o que isso vai gerar”, diz Nina.

“Tenho vários amigos heterossexuais que não me olham e me julgam por ser lésbica. Acredito que tem a ver com a forma com que me coloco para a sociedade”, revela Graziela.

Os amigos heterossexuais das quatro mulheres parecem não se importar quanto à orientação sexual delas. Para eles, o que realmente interessa é a companhia. “Eles costumam se trocar na minha frente e não têm vergonha de eu ser gay”, conta Roseli. Segundo Mariana, no começo, os amigos “achavam divertido ter uma menina gay na turma”, depois, nem se importavam se ela se relacionava com homens ou mulheres. Mesmo assim, até hoje, surgem comentários equivocados – e a publicitária não perde a chance de consertá-los.

“As pessoas confundem orientação com opção. Elas imaginam que eu optei por ser gay. Eu nasci gay”, defende Mariana.

Essa é uma batalha que os homossexuais lutam para vencer. A explicação é simples: quando alguém diz que ser homossexual é uma opção, dá margem para dizer que, a qualquer momento, pode-se optar por não ser mais gay. “A pessoa pode nunca assumir a sua sexualidade e manter a fachada de heterossexual para o resto da vida, mas não significa que ela optou por isso”, justifica Nina. No entanto, a historiadora Tania não está interessada nesses meandros de tipologias e acredita que, quando alguém fala em orientação, “a pessoa caminha com a opção de desvio”.
Mesmo precisando de pequenos ajustes, como o citado por Mariana, o relacionamento entre as garotas lésbicas e seus amigos heterossexuais é extremamente saudável. Na maioria dos casos, as garotas levam seus colegas em danceterias GLS (espaços para gays, lésbicas e simpatizantes) e em eventos que apóiam a bandeira do arco-íris (símbolo gay). A Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT) é um bom exemplo que revela a quantidade de pessoas que simpatizam com a causa.
“Acho a festa da Parada maravilhosa, mas não gosto dos exageros. Mesmo assim, adoro me divertir com os amigos”, avisa Roseli. Mesmo reunindo mais de 2 milhões de participantes, sendo considerado um dois maiores eventos do gênero de todo o planeta, algumas pessoas não concordam com a proposta. “Não entendo o motivo de existir um dia gay. E o dia do heterossexual, qual é? Sou gay todos os dias”, afirma Graziela.
Regina Facchini, militante, antropóloga e vice-presidente da Associação da Parada GLBT, resolveu abraçar a causa depois de perceber que não podia ficar de braços cruzados e deixar as pessoas serem discriminadas gratuitamente. Trabalhando para os homossexuais há 11 anos, já ajudou a organizar seis Paradas e discorda quando as pessoas consideram o evento uma verdadeira festa. “Não acho que seja uma festa, não sou organizadora de festas. Me considero uma ativista, que organiza uma manifestação pública. Festa as pessoas pagam e vão para uma boate”, justifica.

Segundo a antropóloga, o evento tem uma forte função social. “Em 2006, foram mais de 100 Paradas espalhadas pelo Brasil. Com isso, conseguimos fazer pressão e um projeto contra a homofobia foi aprovado”, finaliza Regina. No ano que vem, o evento já tem data para ser realizado. Com o mote ‘Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia!’, o encontro será realizado no dia 10 de junho. O local ainda não está definido, mas, provavelmente, será na Avenida Paulista.

Os números não mentem

Recentemente, o Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual (GAI), do Rio de Janeiro, divulgou dados da pesquisa de Cidadania e Sexualidade, encomendada ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), em que foram ouvidos mais de 2.000 entrevistados, em 26 Estados brasileiros, que revela dados sobre o comportamento do brasileiro em relação aos direitos homossexuais.

Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados declararam que os gays são muito discriminados e, por mais que pareça paradoxal, 63% alegaram jamais ter presenciado algum tipo de discriminação contra um gay.

Fonte: http://www.estadao.com.br/revistafeminina/noticias/2006/dez/04/195.htm

Publicado: 4 dezembro, 2006 em Deficiência, Discriminação, Melhor Amigo, Preconceito, Warken


Olá,

Imagino que muitos já conheçam a história, mas gostaria de compartilhar enviando o link para o vídeo. É um pouco pesado para carregar, mas vale à pena.

Trata-se de um pai que corre o Ironman (3,8 km de natação/ 180 km de bicicleta/ 42 km de corrida), levando seu filho que sofreu uma lesão cerebral. O pai tem mais de 60 anos e seu filho, mais de quarenta. Na verdade, eles correm juntos. Certamente um não conseguiria sem o outro.

http://www.youtube.com/watch?v=SngqueLb1E0

O site da dupla é http://www.teamhoyt.com/

Abs,

Liliana Bettina Alvez

O pai mais forte do mundo

O leitor Julio De Angeli enviou um vídeo para meu pai e ele gostou tanto que traduziu a história e colocou o vídeo aqui. O texto original foi publicado em inglês na Sports Illustrated e é de autoria de Rick Reilly.

Oitenta e cinco vezes Dick Hoyt empurrou seu filho deficiente, Rick, por 42 quilômetros em maratonas. Oitenta vezes ele não só empurrou seu filho os 42 quilômetros em uma cadeira de rodas, mas também o rebocou por 4 quilômetros em um barquinho enquanto nadava e pedalou 180 quilômetros com ele sentado em um banco no guidão da bicicleta — tudo isso em um mesmo dia.

Dick também o levou em corridas de esqui, escalou montanhas com ele às costas e chegou a atravessar os Estados Unidos rebocando-o com uma bicicleta. E o que Rick fez por seu pai? Não muito — exceto salvar sua vida.

Esta história de amor começou em Winchester, nos EUA, há 43 anos quando Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral e incapacitado de controlar os membros do corpo.

— Ele irá vegetar pelo resto da vida — disse o médico para Dick e sua esposa Judy quando Rick tinha nove meses. — Vocês devem interná-lo em uma instituição.

Mas o casal não acreditou. Eles repararam como os olhos de Rick seguiam os dois pelo quarto. Quando Rick fez 11 anos eles o levaram ao departamento de engenharia da Tufts University e perguntaram se havia algum jeito do garoto se comunicar.

— Jeito nenhum — disseram a Dick — Seu cérebro não tem atividade alguma.

— Conte uma piada para ele — Dick desafiou. Eles contaram e Rick riu. Na verdade tinha muita coisa acontecendo no cérebro de Rick.

Usando um computador adaptado para ele poder controlar o cursor tocando com a cabeça um botão no encosto de sua cadeira, Rick finalmente foi capaz de se comunicar. Primeiras palavras? “Go Bruins!”, o grito da torcida dos times da Universidade da Califórnia.

Depois que um estudante ficou paralítico em um acidente e a escola decidiu organizar uma corrida para levantar fundos para ele, Rick digitou: “Papai, quero participar”.

Isso mesmo. Como poderia Dick, que se considerava a si mesmo um “leitão”, que nunca tinha corrido mais que um quilômetro de cada vez, empurrar seu filho por 8 quilômetros? Mesmo assim ele tentou.

— Daquela vez eu fui o inválido — lembra Dick — Fiquei com dores durante duas semanas.

Aquilo mudou a vida de Rick. Ele digitou em seu computador:

— Papai, quando você corria eu me sentia como se não fosse mais portador de deficiências.

O que Rick disse mudou a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979.

— Impossível! — disse um dos organizadores da corrida.

Pai e filho não eram um só corredor e também não se enquadravam na categoria dos corredores em cadeira de rodas. Durante alguns anos Dick e Rick simplesmente entraram na multidão e correram de qualquer jeito. Finalmente encontraram uma forma de entrar oficialmente na corrida: Em 1983 eles correram tanto em outra maratona que seu tempo permitia qualificá-los para participar da maratona de Boston no ano seguinte.

Depois alguém sugeriu que tentassem um Triatlon. Como poderia alguém que nunca soube nadar e não andava de bicicleta desde os seis anos de idade rebocar seu filho de 50 quilos em um triatlon? Mesmo assim Dick tentou.

Hoje ele já participou de 212 triatlons, inclusive quatro cansativos Ironmans de 15 horas no Havaí. Deve ser demais alguém nos seus 25 anos de idade ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha? Então por que Dick não competia sozinho?

— De jeito nenhum — ele diz. Dick faz isso apenas pela sensação que Rick pode ter e demonstrar com seu grande sorriso enquanto correm, nadam e pedalam juntos.

Este ano, aos 65 e 43 anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a 24a. Maratona de Boston na posição 5.083 entre mais de 20 mil participantes. Seu melhor tempo? Duas horas e 40 minutos em 1992, apenas 35 minutos mais que o recorde mundial que, caso você não saiba, foi batido por um homem que não empurrava ninguém numa cadeira de rodas enquanto corria.

— Não há dúvida — digita Dick — Meu pai é o Pai do Século.

E Dick também ganhou algo com isso. Há dois anos ele teve um leve ataque cardíaco durante uma corrida. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos disseram que se ele não tivesse se dedicado para entrar em forma é provável que já teria morrido uns 15 anos antes. De certa forma Dick e Rick salvaram a vida um do outro.

Rick, que hoje tem seu próprio apartamento (ele recebe cuidados médicos) e trabalha em Boston, e Dick, que se aposentou do exército e mora em Holland, Massachussets, sempre acham um jeito de ficarem juntos. Eles fazem palestras em todo o país e participam de alguma cansativa corrida nos finais de semana.

No próximo Dia dos Pais Rick irá pagar um jantar para seu pai, mas o que ele deseja mesmo poder fazer é um presente que ninguém poderia comprar.

— Eu gostaria — digita Rick — de um dia poder empurrar meu pai na cadeira pelo menos uma vez.

(por Rick Reilly – Sports Illustrated)