O desastre de Santa Maria. Correr risco de perigo iminente e O jeitinho brasileiro.

Publicado: 1 fevereiro, 2013 em Uncategorized

OPINE: Concorde ou discorde mas, opinine.

O jeitinho brasileiro para questões relativas a segurança coletiva, ou algumas ações tomadas após o incidente numa boate em Santa Maria, RS que vitimou mais de 230 pessoas e tornou-se o terceiro evento do gênero no mundo.

Após o incidente na boate Kiss no município de Santa Maria, no município de Santa Maria, Rio Grande do Sul, no Brasil as autoridades e as mídias começaram a debater a questão.

Acredito ser salutar que todos os assuntos relativos a segurança coletiva sejam debatidos, inclusive com a sociedade. Mas, algumas pessoas tomaram iniciativas distintas (porque não discutiram um padrão, um método, um formato inclusive para casos diferentes da maioria) e saíram Brasil a fora lacrando estabelecimentos, fechando temporariamente alguns lugares?

Não haverá compensação as vidas perdidas, as famílias enlutadas as pessoas com machucados externos e internos para a vida toda.

O certo era ter feito a lição de casa antes e, não depois de um acontecimento dessa magnitude de vítimas envolvendo a maioria pessoas com idades entre 19 e 25 anos com saúde que inalaram gases tóxicos devido ao incêndio da boate que continha vários elementos letais: forro para proteção acústica, a base de isopor (material constituído a base de derivado do petróleo cuja fumaça é altamente nociva aos brônquios), plásticos, álcool, madeira, etc. enfim uma série de comburentes que juntos formavam um coquetel fatal.

Querer arrumar o erro em meio a um processo é esvaziar uma discussão que possa gerar mais efeito e ser eficaz e eficiente.

As pessoas deveriam ter mais em conta a pergunta: porque isso não foi feito antes?

E, daí vem um resultado mais perigoso que a soma dos acidentes possíveis. A política de gestão que lida com verbas para investir em treinamento, contrato de pessoal suficiente para dar conta do trabalho necessário e, por aí vai.

Essa ansiedade para inglês ver só pode agravar ainda mais a situação. Pois vai levar as pessoas a constatação de que o atrapalhado jeitinho brasileiro vai chegar a uma conclusão: impotência e falta de vontade política e seriedade.

Temos que repensar nossa cultura com o todo, com o contexto e não somente com o específico, considerando a sustentabilidade.

É bom não esperarmos que mais 230 e tantas pessoas morram em outro local para que não precisemos esperar por justiça,– se nosso erro – do coletivo – tem sido o de empurrar com a barriga, varrer para debaixo do tapete por conta de justificativas mais estapafúrdias possíveis.

Está na hora de assumir as responsabilidades. Isso não é vergonha alguma.
Assumir, nos dignifica e não vai trazer a vida de vítimas – mas vai nos assegurar que no futuro teremos evitado ao máximo que isso aconteça.

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