Não escorregue na “etiqueta gay” ao reunir amigos num evento

Publicado: 13 março, 2010 em Uncategorized

Michelle Achkar

Você vai fazer uma festa e tem amigos gays e héteros, alguns até preconceituosos. Então, sabe como agir nesses casos? Pois bem, atualmente a orientação sexual pode ser expressada em diversos ambientes e em grupos mistos, não formados apenas por homossexuais. Tal mudança de cultura faz com que isso seja considerado quando se organiza um evento, não importa o tamanho. E antes que alguém levante a bandeira que considerar etiqueta para gays seja preconceito saiba que é preciso prestar atenção a como nos relacionamos com as pessoas, para fazer com que todos se sintam à vontade. "Hoje as pessoas têm mais liberdade para assumir sua orientação e passaram a ser pessoas de convívio social mais intenso", disse Fabio Arruda.

Confira então as dicas do consultor e também das especialistas em etiqueta Ligia Marques e Renata Mello sobre o assunto.

Escolhendo os convidados
"A pessoa que planeja um evento qualquer deve fazer sua lista de convidados e, por isso, deve saber se existem casais homo ou não", disse Ligia Marques. "Se souber que há pessoas que precisam ser convidadas de qualquer jeito e que são bem preconceituosas, aí vale reavaliar se é o caso de convidar gays. Não vale a pena criar uma situação de estresse num momento que planejou para ser divertido e feliz", afirmou a consultora.

Apesar de ser terreno ideal para geração de polêmica, o critério serve para cumprir a função do anfitrião. "Que é proporcionar aos convidados os melhores momentos possíveis em sua casa ou festa. Não se convidam estranhos para sua casa salvo exceções. Se eventualmente há pessoas de padrões rígidos não sou adepto da atitude "tem que me engolir". Melhor priorizar, afinal é uma via de mão dupla para que o preconceito não exista", afirmou Fabio Arruda.

"Qualquer preconceito é muito chato, temos que aceitar as pessoas como elas são. Se tiver que ‘cortar’ alguém da sua lista que sejam aqueles amigos que não sabem lidar com a diversidade", recomenda a consultora Renata Mello.

Convites
A regra para envio de convites é simples. Se as pessoas formarem um casal e morarem juntas, mande um único convite. Se não, não é pecado mandar dois convites.

Outro critério usado é o do mesmo sobrenome, pois alguns convites mais formais, ou até mesmo devido ao formato, não comportam dois nomes. "Ou mande Paulo Silva e Roberto Souza, por exemplo, ou tome a liberdade de mandar dois convites. Hoje isso é normal, pois há héteros que também não são casados no papel ou mulheres que não mudaram o sobrenome", afirmou Fabio Arruda.

Já se o anfitrião souber que o casal vive junto e assume viver uma relação estável, convide-os nessa condição. "Certamente eles se sentiriam mais aceitos e felizes pelo convite. Colocamos o nome das duas pessoas no envelope, um abaixo do outro, sem ordem específica", disse Ligia Mello. Se souber que a pessoa é gay, mas não tem certeza de que ela quer vir acompanhada, coloque no envelope ‘Sr. Fulano de tal e convidado’. "Aí está liberado para o que ele decidir: vir só ou acompanhado", afirmou a consultora.

Já Renata Mello recomenda colocar o nome da pessoa com quem tem mais intimidade seguido do termo ‘e família’, se você não tiver certeza de quem é o parceiro do convidado ou se ele está envolvido num relacionamento que queria apresentar aos amigos no momento.

Casais à mesa
A disposição dos casais à mesa não muda independentemente da orientação sexual. "É regra da boa educação. Jamais coloque casais juntos à mesa. Essa regra vai valer sempre, evita que as pessoas caiam no mesmo cotidiano e para que eles se enturmem, conheçam pessoas novas", disse Arruda. Apenas pense no perfil desses convidados na hora de escolher o lugar. "Se for um evento com um público muito diferenciado, cuide para que seu convidado não fique perto daquela pessoa antiquada que é um amor para você,mas absolutamente avessa às liberdades sexuais, sejam elas quais forem", afirmou Renata Mello.

Naturalidade
Aqui a recomendação vale para os anfitriões e para os convidados gays. Se perceber que está diante de pessoas preconceituosas e antiquadas, não pense em reagir. "A recomendação é agir com naturalidade. A partir do momento que cria turbulência, a aceitação também será turbulenta. Isso vale para todos", disse Arruda.

Preconceito
Se perceber que os convidados estão conversando sobre o convidado gay, introduza outro assunto, cortando rapidamente a conversa. "Se não der tempo diga que certo tipo de opinião é bem pessoal e que discuti-la num momento de festa e descontração não tem muito sentido, e que por isso sugere que mudem de assunto", afirmou Ligia Marques. Mas não seja você a introduzir o assunto, avisando a todos que tal convidado tem orientação sexual diferente da deles.

Perguntas
Não se espante se alguém soltar perguntas do tipo "cadê o namorado?" para sua amiga gay ou "sua mulher não veio?" para seu colega homossexual. "Isso é problema de cada um e estas pessoas devem estar preparadas para saírem de perguntas deste tipo sem dificuldade", disse Ligia Marques. "É um assunto que o grupo resolve sozinho, quem pergunta demais,escuta o que não quer. Acredito que a naturalidade e bom senso é que devem prevalecer. Se optar por avisar os convidados, você corre o risco de alguém demonstrar preconceito, o que seria muito desagradável e deselegante para o seu jantar", afirmou Renata Mello.

Idosos e crianças
Se souber que seus convidados mais idosos sentiriam-se desconfortáveis ao perceber a presença de um convidado gay e se tiver intimidade com estas pessoas, tenha uma breve conversa antes, com orientações para evitar que emitam sua opinião sobre este assunto. Quanto às crianças, Renata recomenda: "Vale a atenção dos pais para não haver constrangimentos".

Intimidade
Mesmo em ambientes onde as pessoas respeitam a diversidade, é preciso agir com discrição. "Acho feio um casal se amassando e se beijando independentemente de ser hétero ou gay. Não se espera que um casal divida em público a intimidade que tem em casa, no quarto. Demonstrações de intimidade excessivas em público é insegurança", acredita Arruda.

Fonte: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI4314927-EI1377,00-
Nao+escorregue+na+etiqueta+gay+ao+reunir+amigos+num+evento.html

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