[abragay] Racismo na universidade

Publicado: 1 maio, 2009 em Uncategorized

Esta, saiu na Lista da ABRAGAY
Eu tenho lido cada coisa que realmente é de ficar de cabelo em pé. Como eu sou careca, imagine a situação.
Tenho plena consciência de que a cultura é que nem água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Depois, pvítima de ara fechar o buraco, a coisa fica difícil.
Nós ainda estamos impregnad@s de muitos valores que remetem a um suposto preconceito, quando não, é preconceito disfarçado seguido de assédio moral e muitas outras coisas.
Independente da questão abaixo, a gente tem que tomar muito cuidado com a palavras. As palavras tem significado que, juntando com outras vão dando um contorno sinuoso, as vezes a uma situação perdida. Realmente, não sei se o cara foi infeliz ou o pessoal da justiça e as pessoas que pedem justiça,pegam pesado.
Palavras geram símbolos vocais sociais e o contexto torna-se um tremendo código. Eu até acho que tenho uma dissertação de mestrado falado sobre significantes e significados, o poder das palavras. Algo assim. Um trabalho, me lembro, muito bem escrito, pasmem, por uma colega professora da UFRGS, do mesmo Estado da pessoa citada no texto, como "um professor".
Por estar numa comunidade que muitas vezes é discriminada, apanha , sofre, e até matam eu penso que ninguém pode vacilar, tem que buscar um meio termo, procurar educar para mudar a cultura mas, as vezes, não dá

From: MARCOS CESAR GOMES <cesarmacego@ig.com.br>

Um professor da faculdade de agronomia da UFRGS (Universidade Federal
do Rio Grande do Sul) foi condenado pelo TRF (Tribunal Regional
Federal) da 4ª Região a pagar multa por ato de racismo em sala de aula
em 2000. Cabe recurso. As informações são do jornal “Folha de S.
Paulo”.

A multa corresponde ao salário de um mês do professor José Antônio
Costa, incluindo vantagens e adicionais que recebia na época. A
Justiça Federal não cita o valor na decisão.

A denúncia do Ministério Público afirma que o professor disse, no
primeiro dia de aula da disciplina "Leguminosas de Grãos
Alimentícios", em março de 2000, que "os negrinhos da favela só tinham
os dentes brancos porque a água que bebiam possuía flúor" e que "soja
é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar". Na classe,
havia um aluno negro.

Na época, foi aberta uma sindicância na faculdade. A apuração concluiu
que não havia conotação racista nas falas do professor, que ele tinha
"intuito de criar um ambiente mais descontraído no primeiro dia de
aula" e que fez uso de expressões informais sobre a raça negra
utilizadas no meio rural.

O Ministério Público, então, entrou com ação civil na 6ª Vara Federal
de Porto Alegre, que a considerou improcedente. Depois, recorreu ao
TRF alegando que "houve ação discriminatória e racista e que teria
provocado constrangimento e indignação em todos os presentes e
principalmente no único aluno negro presente".

A defesa de Costa afirmou, entre outras coisas, que ele disse as
frases sem intenção pejorativa e que utilizou ditado comum na zona
rural, principalmente entre agricultores de origem italiana, inclusive
com conteúdo positivo, relativo ao vigor da etnia negra.

O juiz federal Roger Rios, da 3ª turma do TRF da 4ª região, relator do
processo, considerou que "não é crível que indivíduo com o grau de
formação intelectual [mestrado e doutorado] […] não perceba o
explícito e textual conteúdo racista na expressão utilizada -tanto que
ao final da aula preocupou-se em manifestar suas desculpas".

Posted via email from GLSSITE.NET

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