X-Men trocam Nova York por San Francisco, a ‘capital gay’ dos EUA

Publicado: 28 julho, 2008 em Uncategorized

Cidade vai 'aceitar mutantes como eles são', disse editor Axel Alonso.
Painel sobre gays nos quadrinhos debateu ainda a Batwoman lésbica.

Diego Assis Do G1, em San Diego

Reprodução
Arte de Alex Ross para a edição 500 de 'Uncanny X-Men', onde mutantes se mudam pra San Francisco

Em uma nova fase iniciada no número 500 da revista "Uncanny X-Men", os mutantes da Marvel decidiram deixar a Mansão Xavier, em Salem Center (NY) para trás e se instalar em San Francisco. Popularmente conhecida como a capital gay norte-americana, a cidade é "a única capaz de aceitar os mutantes da maneira como eles são", nas palavras de Axel Alonso, editor da Marvel, que participou de um painel intitulado Gays nos Quadrinhos durante a San Diego Comic-Con neste sábado (26).

"Levá-los para San Francisco nos dará entre outras coisas uma liberdade muito maior para lidar com as questões de sexualidade que sempre estiveram presentes em alguns dos X-Men", defendeu Alonso. De fato, entre os mutantes da Marvel há inúmeros personagens gays, incluindo a encarnação recente de Colossus, que chega a namorar o colega Northstar na série Ultimate, a "nova mutante" Karma e até a vilã Mística, considerada bissexual. 

 Batwoman lésbica

O painel teve ainda a participação de Greg Rucka, escritor da DC Comics, que falou da polêmica provocada após a reinvenção da Batwoman Kate Kane como uma personagem lésbica. Na série batizada de "52", que envolvia diversos personagens da DC, a heroína se envolve amorosamente com a detetive de Gotham City Renee Montoya. A iniciativa foi criticada por alguns fãs e representantes conservadores, que acusaram Rucka de fazer apologia sobre homossexualidade nas HQs.

Rucka não confirmou se Batwoman ganhará ou não uma revista própria em breve, como vem sendo cogitado. Ironizando a decisão da DC de botar panos quentes na discussão, disse apenas que o romance entre Kate e Renee deve voltar à tona em agosto em uma história assinada por ele e J.H. Williams III.

"A Kate é uma grande personagem que ninguém conhece ainda. Por causa dessa polêmica, ela ficou injustamente rotulada só como 'a personagem lésbica da DC'", disse Rucka, conhecido por suas HQs com personagem femininos fortes.

 

"As revistas de super-heróis foram por muito tempo um universo abertamente masculino. E é isso que estamos querendo mudar agora. Mas não significa que eu tenha uma agenda que queira passar. Não quero ficar conhecido só como o cara que escreve para as sapatonas. É preciso desenvolver a fundo a história. Se a questão gay, ou negra, ou muçulmana for só um rótulo, não esse é um personagem que não tem futuro", concluiu.

Presente há 21 anos na San Diego Comic-Con, o painel Gays nos Quadrinhos, que teve também Ariel Shrag, quadrinista e roteirista do seriado "The L Word", e Wendy Pini, da HQ gay "Elfquest", conquistou mais espaço nesta edição, se dividindo em quatro painés distintos. Um deles teve até a participação de Stan Lee, o criador do "Homem-Aranha", que afirmou estar desenvolvendo uma nova série com uma série de jovens heróis gays.

"Estou surpreso de estarmos conquistando cada vez mais esses espaços. Quando começamos, nunca pensei que chegaria algum dia a dizer 'bem-vindos aos 21o painel Gays nos Quadrinhos'. Mas, por outro lado, também nunca imaginei que um dia alguém pronunciaria a frase 'eu os declaro marido e marido' com finalmente estão fazendo aqui na Califórnia", resumiu o autor e ativista veterano Roger Clarice.

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