(LISTAGLS) Escola e homossexualidade

Publicado: 10 março, 2008 em Uncategorized

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Date: 09/03/2008 11:19
Subject: (LISTAGLS) Escola e homossexualidade
Repassando

  Domingo, 09 de março de 2008 Edição nº 12059 09/03/2008

HOMOSSEXUALIDADE

Escola está despreparada sobre questão

Apesar dos jovens tornarem pública a orientação sexual cada vez mais cedo, não existe política específica para conduzir situação em Cuiabá

Geraldo Tavares/DC

‘Laura’ e Robson contam situações constrangedoras que enfrentam no Médici e cobram orientação aos alunos

ALECY ALVES
Da Reportagem

Jovens homossexuais vêm revelando a orientação sexual cada vez mais cedo nos meios em que convivem, sobretudo na escola. Porém, em Cuiabá, nenhuma política específica para o trato com a nova realidade é desenvolvida em unidades públicas estaduais e municipais. Nas secretarias Estadual (Seduc) e municipal (SME) não há qualquer ação voltada para esse público e a forma como conduzir e tomar a iniciativa para abordar o tema fica a cargo apenas das escolas individualmente.

Homossexual assumido, Robson, 18 anos, que fora da escola assume o pseudônimo de “Raíssa”, diz que sente falta de alguma atividade que possa ajudar os demais alunos a entender e respeitar a homossexualidade.

Aluno do segundo ano do ensino médio, Robson às vezes se sente constrangido com as brincadeiras e atitudes de alguns colegas de escola. As piadinhas sobre gays e as tentativas de agarrá-lo para beijá-lo estão entre as ocorrências que mais o constrangem. “Laura Pinck”, como gosta de ser identificado o colega de sala de Robson, reclama principalmente do uso do banheiro. Como não pode freqüentar o feminino, “Laura” diz que sente uma certa hostilidade quando entra no banheiro dos rapazes.

“Os garotos tentam se esconder, fecham a cara como se estivéssemos ali para atacá-los”, lamentam. Sobre os professores, eles não têm queixas. “Nos tratam com naturalidade, da mesma forma como fazem com os demais alunos”, avaliam.

Aos 30 anos, “Laura” não esconde sua orientação sexual. Vai à escola usando calça jeans feminina, colar e pulseiras na cor rosa, camiseta modelo baby look. Tanto Robson como “Laura” conta que desde criança, aos 10 anos, andava e tinha gostos semelhantes aos das meninas.

Filho de militar, Robson diz que por causa da educação rígida foi difícil se aceitar como homossexual. “Cheguei a pedir ajuda na igreja, mas nada me fez mudar”, confidencia. O irmão gêmeo dele também é homossexual.

“Laura” não diz não ter tido problemas com a família, seus pais o aceitaram naturalmente. Hoje, ele é o responsável pelos afazeres domésticos da casa e os cuidados com o pai que está muito doente.

Ambos estudam na Escola Estadual Presidente Médici, uma das maiores do Estado, com mais de 4 mil alunos. De acordo com o diretor, Anísio Guimarães, o colégio tem dezenas de alunos homossexuais e não registra nenhum conflito entre esses estudantes e professores ou com outros alunos.

Ano passado, segundo Guimarães, o único problema foi a tentativa dos homossexuais masculinos de freqüentar o banheiros das alunas. “Não podemos aceitar isso e nem que venham travestidos de mulher, ou no caso das mulheres, gays travestidas de homem”, observa.

No Colégio Médici existe o Serviço de Orientação Educacional (SOE), um setor que atende as situações emergenciais que vão desde saúde às brigas. O diretor Anísio Guimarães não sente a necessidade de ajuda formal da Seduc no que se refere à homossexualidade porque, segundo ele, a própria escola vem conseguindo administrar a questão.

O diretor da Escola Estadual Nilo Povoas, Wilton Carvalho, diz que pensa diferente. Carvalho acha que a Secretaria deveria debater o tema com os professores e alunos. O diretor conta que, este ano, com menos de um mês de aula, ainda não identificou nenhum aluno homossexual ou enfrentou divergências de orientação sexual.

Ano passado, entretanto, a escola teve de intervir em brigas entre casais de homossexuais e entre homossexuais e alunos heterossexuais. Na ocasião, observa, a escola tinha no quadro de funcionários uma pessoa capacitada para a abordagem e orientação dos alunos, servidora que a Seduc acabou levando para cargo administrativo da própria Secretaria.

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=311217

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