Carta enviada a Ouvidoria da ANVISA

Publicado: 3 outubro, 2007 em Uncategorized

Prezados senhor/senhora Ouvidor/Ouvidora.
Não há como saber a condição sorológica de qualquer doador/ra de sangue desde que sejam feitos os devidos testes após a coleta do material.
Está mais que provado por estatíticas da própria ANVISA que homossexuais não são as únicas pessoas que PODEM ter procedimentos de risco. Heterossexuais ditos monogâmicos exclusivos vêm contaminando os seus pares, basta ver o número alarmante de mulheres casadas, grávidas ou não, que têm constatado a sua condição sorológica positiva quando realizam testes para detectar o vírus HIV, seja pelos metodos Elisa ou outros.
Esta atitude caracteriza-se por uma economia baseada na dor psicológica de quem afirma ter uma orientação sexual não-heterosexual, e não resta a menor dúvida que este organismo, cujos materiais humanos ou não são custeados com verbas públicas está SIM, promovendo uma ação homofóbica em larga escala no Brasil.
Peço imediatas providências para a revisão da resolução 153, de 14 de junho de 2004 desta entidade.
Roberto Luiz Warken
Sociólogo – Especialista em Educação Sexual – Mestre em Educação e Cultura – Aluno Especial do Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas.
e-mail: warken@floripa.com.br
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Em SP, doador de sangue é barrado ao se declarar gay

O funcionário público R.F.S., de 37 anos, doa sangue regularmente há mais de 18 anos. Ontem, ele declarou sua condição de homossexual durante a entrevista de praxe ao funcionário do banco de sangue do Hemonúcleo de Sorocaba, no interior paulista. A sua doação foi então recusada. Ele se considerou discriminado e questiona os critérios da norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que coloca os homossexuais no mesmo grupo de risco de prostitutas e usuários de droga.
“Expliquei que sou homossexual, mas mantenho uma relação estável há cinco anos.” Ele não se considera “um risco” para pessoas que recebem o seu sangue, pois se relaciona apenas com seu parceiro e faz exames regulares. R.F.S. acha que, se tivesse mentido, teria continuado a doar sangue normalmente. “Pode haver outros doadores que escondem sua real condição.” O servidor público ainda não decidiu se vai tomar alguma medida contra a recusa. “Não acho justo não poder doar somente pelo fato de ter admitido minha opção sexual.”
O médico Frederico Guimarães Brandão, responsável técnico pelo Hemonúcleo, disse que o funcionário se limitou a seguir a norma da Anvisa que regulamenta as doações. “Existem várias situações consideradas de risco e essa é uma delas”, disse Brandão. “Não nos cabe discutir a norma, apenas colocar em prática”, completou. Para a Anvisa, os critérios estabelecidos pela resolução 153, de 14 de junho de 2004, são exclusivamente técnicos e não discriminam os homossexuais
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Se você quiser posicionar-se contra acontecimentos preconceituosos como este, remeta um e-mail para o Departamento de Estado da Saúde de seu Estado e para o Governo Federal – Ministério da Saúde. Este manifestação acima foi remetida através do endereço http://www1.anvisa.gov.br/ouvidoria/CadastroProcedimentoInternetACT.do?metodo=inicia
Obrigado por ler!
Roberto Warken
www.warken.floripa.com.br
+55(48) 9981-1278
Florianópolis-SC-Brasil
“NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS”
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