Caminhada contra a violência na Augusta marca o Dia do Orgulho GLBT em São Paulo

Publicado: 26 junho, 2007 em Uncategorized

 

Caminhada contra a violência na Augusta marca o Dia do Orgulho GLBT em São Paulo


A concentração ocorre a partir das 19h00 na esquina da Rua da
Consolação com a Alameda Itu, próximo ao Bar du Bocage, e deve seguir
pela rua Augusta, onde termina, por volta das 22h00

Na próxima quinta-feira (28), -Dia Internacional do Orgulho GLBT-, a
Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) promove
uma caminhada contra a violência nos redutos de gays, lésbicas,
bissexuais, travestis e transexuais nos locais conhecidos por
quadrilátero dos Jardins e Triangulo das Bermudas, em Cerqueira César,
próximo à avenida Paulista.

A concentração ocorre por volta das 19h00 na esquina da Rua da
Consolação com a Alameda Itu, próximo ao Bar du Bocage, e deve seguir
pela rua Augusta, até a esquina da Rua Fernando de Albuquerque, onde
termina, por volta das 22h00.

A manifestação é motivada pela série de espancamentos, assassinatos e
arrastões de gangues, muitas vezes identificadas como neonazistas, que
vêm ocorrendo na região dos bares e restaurantes daquela região.

Não se Cale!

A atividade faz parte da campanha da APOGLBT “Não se cale!” que visa a
alertar a população GLBT para a necessidade de registro policial das
ocorrências de violência homofóbica.

Durante a manifestação será disponibilizada, para a população que
comparecer ao ato, materiais educativos contra a violação de direitos
de GLBTT, além da divulgação no site da APOGLBT da cartilha “Não se
cale!” e dos dados da pesquisa realizada na Parada do Orgulho GLBT de
2006.

A campanha “Não se Cale!” teve início com manifestação no dia 23 de
fevereiro, na Rua Vieira de Carvalho, esquina com a Praça da
República, onde ocorrem ataques sistemáticos de ladrões aos GLBTs que
freqüentam os bares, além de gangues de neonazistas que agridem
gratuitamente GLBTs que passem pela praça.

Outra atividade da campanha é o “Papo de Mina Especial” sobre
violência, que ocorre na quarta-feira (27), às 19h, no Espaço
Impróprio (R. Dna. Antônia de Queiroz, 40).

B.O.

O local onde será finalizada a manifestação foi onde houve o caso de
agressão sofrida por uma lésbica de 17 anos, no sábado (16). A
adolescente A.L.S., de 17 anos, foi agredida por uma gangue de
racistas e homofóbicos, dentro da Pizzaria Vitrine, na rua Augusta,
Centro de São Paulo.

Na sexta-feira (22), houve novo arrastão de gangue, que provocou o
assassinado de um garçom. Outro caso que teve ampla repercussão foi o
assassinato a facadas de um turista francês, logo após ter ocorrido a
Parada na Avenida Paulista, na noite do dia 10.

No ato do dia 23 de fevereiro, o estopim foram os casos do ator que
levou um chute de neonazistas e perdeu o rim, em plena Praça da
República, além do professor que ficou desfigurado após espancamento
na região dos Jardins. Após o ato, a polícia começou uma rotina de
policiamento na região da Praça da República.

Reivindicações

A intenção da APOGLBT ao convocar a manifestação é chamar atenção para
a necessidade e urgência de:

·         Aprovação do PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia e
tramita no Senado;

·         Capacitação de policiais para o atendimento de vítimas de
violência, sobretudo quando se trata de crimes homofóbicos ou de
intolerância;

·         Aumento do policiamento preventivo na região e da rápida
apuração e punição da autoria dos crimes ocorridos.

A manifestação terá o apoio da Coordenadora de Assuntos da Diversidade
Sexual da Prefeitura de São Paulo (Cads), do Centro de Referência em
Direitos Humanos e Combate à Homofobia e da equipe da Delegacia de
Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Pesquisa

São 67% os entrevistados na pesquisa Sexualidade, Cidadania e
Homofobia, realizada na Parada do Orgulho GLBT de São Paulo de 2006,
que relatam ter sido vítima de algum tipo de discriminação devido à
sua sexualidade. Desses, 59% relataram uma ou mais situações de
agressão ao longo da vida.

Os resultados obtidos indicam o círculo de amigos ou vizinhos como
ambientes onde homossexuais, bissexuais e pessoas trans (travestis e
transexuais) são mais discriminados: um terço (32%) dos entrevistados
afirmaram ter sido discriminados nesses contextos. De perto, seguem as
situações de marginalização ou exclusão na escola ou faculdade (29%).
Em terceiro lugar vem a discriminação ocorrida em ambiente familiar
(26%).

Outro ponto destacado pelo documento é o percentual de participantes
que declarou ter sido mal atendido em delegacias por policiais (18%)
devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero, visto que o
contato com serviços policiais não é algo cotidiano.

A maior parte dos casos de agressão relatados (60%) ocorreu em locais
públicos. Logo depois, aparece o ambiente doméstico (15%), seguido do
ambiente escolar (12%), do trabalho (7%) e de estabelecimentos
comerciais (5%). Esse padrão apresenta variações de acordo com fatores
como o sexo e a idade dos entrevistados, de modo que agressões em
ambiente doméstico são mais freqüentes entre as mulheres e, no âmbito
escolar, são mais relatadas entre homens e pelos mais jovens.

Embora a incidência de agressões motivada pela sexualidade seja alta,
apenas 43% dos agredidos chegaram a relatar o fato a alguém. Amigos
(21%) foram aqueles para quem a agressão foi relatada mais
freqüentemente, seguidos pela polícia (11%) e por familiares (9%). São
dados como esse que subsidiaram a elaboração da campanha e da cartilha
“Não se Cale!”

A pesquisa “Sexualidade, Cidadania e Homofobia” foi elaborada pela
APOGLBT em parceria com a Criterium Assessoria em Pesquisas e
financiada com recursos do Programa Brasil Sem Homofobia,
disponibilizados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da
Presidência da República.
Mais informações:
APOGLBT, fone: 3362-2361
Cezar Xavier, assessor de imprensa da APOGLBT
fone: 11-9963-1528

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