Skinheads atacam lésbica de 17 anos na Rua Augusta, em SP

Publicado: 20 junho, 2007 em Uncategorized

 

Agressão

Skinheads atacam lésbica de 17 anos na Rua Augusta, em SP

 

Por Bruna Angrisani* 19/6/2007 14:44

No último sábado (16) a adolescente A.L.S., de apenas 17 anos, foi agredida por skinheads dentro da Pizzaria Vitrine, na rua Augusta, centro de São Paulo. A agressão aconteceu por volta de 0h, momento em que a pizzaria encontrava-se lotada por conta das diversas casas noturnas que funcionam ao redor.

Os skinheads atacaram a menor quando ela já estava indo embora do local acompanhada de três amigas. Um deles assediou e tocou indevidamente duas amigas da adolescente, que ao perceber o que estava acontecendo, virou-se para trás e foi surpreendida com um soco no rosto. O mesmo agressor ainda suspendeu a vítima pela jaqueta para intimidá-la.

Testemunhas que não querem se identificar afirmam que enquanto o grupo de skinheads divertia-se com o pavor das meninas, a adolescente agredida perguntava porque havia sido atacada, quando um deles respondeu aos risos e ironicamente: “Foi um engano, é que nós confundimos você com um homem”.

Logo depois outras pessoas se envolveram para defendê-la, e A.L.S. saiu imediatamente do local para chamar a polícia. Quando a polícia chegou, o grupo de skinheads continuava na pizzaria e consumia ali dentro como se nada houvesse acontecido.

A polícia abordou os marginais, fez perguntas à A.L.S. e ofereceu duas opções às denunciantes: todos irem para a Delegacia mais próxima para a vítima registrar o Boletim de Ocorrência ou que ela anotasse os dados do agressor e prestasse queixa depois.

A.L.S afirma que um dos policiais deixou claro que a segunda opção seria melhor para ele, já que ele teria cinco boletins de ocorrência para serem registrados na frente. Com medo e nervosa, a menor aceitou a recomendação e foi embora a pé sem nenhuma escolta ou ajuda da polícia.

M.S.C, a irmã da vítima, afirma que procurou a Delegacia da Mulher para registrar a denúncia e ninguém soube orientá-la, já que se tratava de crime de intolerância. Somente na segunda-feira, após entrar em contato com a Associação da Parada do Orgulho GLBT, ela conseguiu o contato da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), onde registrará a queixa.

Freqüentadores da rua Augusta e comerciantes locais que também não quiseram se identificar afirmam que casos como este vêm acontecendo com freqüência na região que é considerada um dos maiores pontos gay e alternativo de São Paulo. Segundo eles, o maior alvo dos marginais são gays, lésbicas e “emos”. Para denunciar casos como este a vítima deve entrar em contato com o DECRADI através do telefone (11) 3331.3985 ou mandar e-mail para delitosintolerancia@ig.com.br.

*A jornalista cedeu ao A Capa o texto para publicação

 


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